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Estudo mostra que Brasil poderia ter 52 mil estudantes de mestrado e doutorado no exterior; hoje são 30 mil

  • Foto do escritor: Instituto Trajetórias
    Instituto Trajetórias
  • 12 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 19 de jan.


Pesquisa Instituto Trajetórias
(Foto: Pixabay/Pexels)

Apesar do potencial acadêmico e profissional, o Brasil envia proporcionalmente muito menos estudantes de pós-graduação para o exterior do que países de nível de desenvolvimento semelhante, segundo pesquisa Instituto Trajetórias em parceria com o economista Pedro Nery.


Em 2022, o Brasil tinha quase 30 mil estudantes de mestrado e doutorado no exterior. Na comparação com países emergentes, controlando por população e renda, o país poderia ter 52 mil talentos matriculados em universidades estrangeiras.


A pesquisa Instituto Trajetórias mostra que a mobilidade de pós-graduandos concentra-se em poucos gigantes. Em 2022, China e Índia tiveram, sozinhas, dois terços de mestrandos e doutorandos matriculados nos principais destinos com universidades mais reconhecidas internacionalmente (Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Austrália e Japão). Cada um dos asiáticos tinha mais de 300 mil alunos nesses destinos. Logo depois, surgem Nigéria e Irã (ambos com mais de 40 mil alunos).


O Brasil, embora lidere a América Latina, não aparece no Top 5 de países emergentes – ele está em 7º lugar.


"Por muito tempo a gente ficou preso em uma visão de brain drain, a fuga de cérebros ou a drenagem de cérebros do país, quando pessoas qualificadas vão para fora do país. Mas agora tem se falando cada vez mais sobre brain gain, ou seja, nas vantagens dessa internacionalização", disse Pedro Nery em vídeo publicado pelo Estadão, em que cita o estudo realizado junto ao Trajetórias e também uma pesquisa publicada pela revista Science. "O principal ganho [do brain gain], claro, é quando esse estudante volta e traz os conhecimentos adquiridos lá fora. A literatura também mostra que a pessoa que sai para fora do seu país acaba inspirando outras a fazerem o mesmo."


Pesquisa Instituto Trajetórias Pedro Nery

“Notamos também que a mobilidade internacional não é buscada apenas por estudantes de países emergentes, mas também por aqueles que já estudam em localidades com as melhores universidades em rankings globais”, diz Leany Lemos, CEO do Instituto Trajetórias.


Pesquisa Instituto Trajetórias Pedro Nery

Segundo o estudo, o Brasil tinha, em 2022, 900 alunos de mestrado e doutorado no Reino Unido – um número bem inferior a, por exemplo, de estudantes provenientes dos Estados Unidos (12 mil), Alemanha (5 mil), França (4 mil), Canadá (4 mil) ou Austrália (1 mil), mesmo se controlarmos pelo tamanho da população universitária.


Os EUA têm uma vez e meia a população universitária (graduação) do Brasil. Mantida a proporção, o Brasil “teria” 8 mil estudantes no Reino Unido.


Nos Estados Unidos – país que mais recebe estudantes internacionais ou estrangeiros no ensino superior, segundo a OCDE – há bem menos brasileiros em programas de mestrado e doutorado do que estudantes vindos de países como a China (seis vezes menos) ou vizinhos regionais, como a Colômbia (quatro vezes menos), além de México e Chile (duas vezes menos). Os números são da Open Doors.



O modelo do Instituto Trajetórias


O Instituto Trajetórias pretende mudar esse cenário, atuando em diversas frentes: na preparação, no apoio para prover alternativas financeiras e no retorno.


Na preparação, temos a Bússola Trajetórias, uma plataforma aberta e gratuita com ferramentas que auxiliam os candidatos com checklists e apoio ao processo de aplicação.


Também viabilizamos bolsas de estudo junto a Estados, municípios e à Enap (Escola Nacional de Administração Pública), do governo federal. Até a primeira semana de janeiro, o instituto fechou parcerias para mais de 540 bolsas de estudo nos próximos cinco anos. No total, os valores passam de R$ 85 milhões.


Veja os números:


  • Governo do Rio Grande do Sul: 150 bolsas para público geral e 50 para servidores públicos

  • Governo de Goiás: 75 bolsas para público geral e 75 para servidores públicos

  • Prefeitura do Recife: vai viabilizar o acesso de 43 servidores públicos

  • Enap: vai viabilizar o acesso de 150 servidores públicos federais


Também negociamos descontos com universidades e programas de mestrado de excelência – como Yale, University College London - UCL, LSE e Institut Polytechnique de Paris.


Para saber mais, consulte nossa página com os acordos assinados pelo Instituto Trajetórias.

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